19 março 2008


Piauí, terra mais que querida
Tão bela filha de um sol que é só equador
Somos os teus bravos gentis em vida
Sangue, suor e amor
Jamais em tempo algum
Hei de negar minha origem
Posto que estampa-me a testa
Percorres mil veias com teus rios
Seres, encantos, férteis lamentos
Sucumbe-me as tuas matas, terra amiga
Colore-me com teus verdes, mãe-menina
Recolhe-me ao teu fogo vivente
Esquenta-me o barro, mãe d'água
Vem, sou tua mestiça que é só coração

Talita do Monte
A INCRÌVEL PEDRA FINA
Espetáculo teatral infantil, com direção de Francisco Lindolfo e texto de Aci Campelo, teve sua estréia em 26 de maio de 2007. A peça fala de Clara, que sai em busca de sua incrível pedra fina, contrariando seus pais. No caminho, encontra vilões pra lá de atrapalhados e um romântico e aventureiro cavaleiro andante. Com músicas próprias e uma forma peculiar na abordagem dos reais valores, A Incrível Pedra Fina é diversão garantida.

18 março 2008


A bela instrumentista clássica chinesa Liu Fang nos perplexia diante de sua excelência musical ao tocar um instrumento chinês milenar. O pipa é o seu companheiro na missão de nos transportar no tempo e no espaço emocional de nossas vidas vazias e agitadas. Quem ainda não ouviu, não perca tempo!!!

De quem é essa foto? Evandro Teixeira, claro, !!!

POESIA


Gastei uma hora pensando em um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo.

Ele está cá dentro e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.


Carlos Drummond de Andrade
Foto Albert Piauí
MANUAL DE COMO EVITAR UMA PAIXÃO

Se tens medo do beijo
Não olhe
Se tens medo do abraço
Não beije
Se tens medo do amor
Não abrace
Se tens medo da noite
Não deixe o dia amanhecer
Não toque, nem se deixe tocar
Não cheire, nem se perfume demais
Enfim, se tens medo de uma paixão
Não se deixe apaixonar

Talita do Monte

16 março 2008


Filhas da mãe África

No terreiro dos meus sonhos
Vi mil nuvens de poeira
Com roda e batida de palma
A vida jogando capoeira
Tambor que não silencia
Cantiga que me vicia
Gingando a noite inteira

Em rajada de lua cheia
Quem dá o tom é o berimbau
O corpo em forma de viola
Prepara o golpe final
Num sorriso de alegre negra
Vem rodeando mas chega
Levando-me do Brasil ao Senegal

Tempestade em mar de lágrimas
Sacode navios negreiros
Pedaço de um continente
Fragelo de sonhos inteiros
No roubo do tesouro humano
Ganância do branco insano

Disfarçado em marinheiro
Chegando em terra nova
Envelhece as esperanças
A gota de alegria
Reside em nossas crianças
Sai da roça vai à senzala
O corpo doído cala
E o cansaço sufoca as vinganças

O tempo senhor de tudo
Não desfaz as cicatrizes
Mas faz mistura nas esperanças
Costume de mil matrizes
Com pele preta e passo forte
Buscando até a morte
Motivos para serem felizes

TALITA DO MONTE


(Poema escrito em 2006, no Dia da Consciência Negra)


Eu e Gigi, logo após minha apresentação no Festival de Performances Tea- tral, promovido pelo Sindicato dos Artistas. Participei com a perfor- mance "A Tragetória de Uma Menina", conto de minha autoria e adaptado para teatro. O texto fala um pouco da história de Teresina, com uma mistura de fatos históricos e reais, em fusão com a ficção. Trata Teresina como uma menina que vai crescendo e deixando um pouco de lado brincadeiras provincianas!!!